quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Sobre o que sempre foi meu.



Ele sorriu algumas vezes pra mim, até chegou a me beijar uma certa noite. Depois disso mudamos. Como sempre, cada um com suas manias, suas brincadeiras, cada um com seus lados. E suas histórias nunca deixaram de me encantar. E suas piadas nunca me fizeram rir com verdade, apenas com amor. E seu cheiro nunca saiu dos meus dedos. E toda noite nunca foi mais a mesma.
Depois de um tempo, seu cheiro foi embora. Seu sorriso permaneceu nas fotos e dentro de mim. Suas histórias começaram a ser escritas por mim, e na verdade começou a ser as nossas histórias. Pouco depois que tudo o que acontece com você, tudo o que fora bom e que também fora deixado para trás, você percebe que acabou de cometer o maior erro da sua vida.
ainda dava tempo. Nos encontramos algumas vezes no cinema. O fiz apaixonado por comédias românticas. Ele me fez apaixonada pelo seu riso e tudo o que vinha junto com seus passos largos. 
A porta do carro se abriu, estava chovendo, ele estava um pouco molhado: guarda-chuva, portão, abraços, enfim o beijo, estávamos namorando.
Como se o que eu tinha jogado pro alto, tivesse voltado pra mim como naquela frase famosa. 

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Resumindo a gente.



As longas horas que passamos ao telefone;
As canções que se tornam chatas de tanto escutarmos;
Aquela sua guitarra que combina de um jeito estranhamente lindo com a minha.

Seu sorriso torto;
Suas alegrias inesperadas;
Seus momentos vitoriosos, seus prazeres.

Nossos tickets de cinema;
Nossos filmes cults de terror;
Nossos filhos, cães, casas, mansões e jardins do futuro.

Aquele seu quarto;
Aquela sua cama toda arrumada;
Aquele teu cheiro que persegue minha mão.

Você. 

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Pobre destino.




Quando não está mais adepta a um relacionamento, ou pelo menos a conhecer um cara legal ela se fecha completamente. Chora de vez em quando e não mostra interessa a ninguém. Ela perdera o homem que a faria feliz por conta disso.

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Borboletas negras.



Me vi num beco, logo a frente estava lá, você, todo pintado de me beije e me namore. Quase nunca me via assim. Trancafiada, num beco, num escuro. Tinha uma música rolando também. Era aquela, você se lembra muito bem "Ela estará em seus braços completamente apaixonada". Com certeza você me via assim. 
Tuas mãos tão grandes me segurava. Você quase não me avermelhava assim nos meus sonhos. O que acontece com você depois do amor? O que aconteceu com você, depois... o amor.
As coisas mais simples pareciam desencadear histórias de nós dois. 
O ar. Mesmo soprando com toda as minhas forças, ele parou. Eu também parava de respirar. Uma hora eu teria que morrer. Mas eu apenas parei de respirar. A morte? Como se ela deixasse pra depois. Coisas que acontecem o tempo todo. 
As borboletas negras se despedaçam, elas quase não sangram, mas são terrivelmente assustadoras de perto. Gótico isso. Mas era lá, você e eu, dois estranhos, não só para nós mesmo, mas totalmente instáveis. Nós sabíamos disso. Eu também sabia das borboletas e tudo mais. Só que não era tão interessante pra mim.
Você aparece. Se esconde. Me beija. Enche de borboletas e se vai. Você reaparece e continua me enchendo. Essas borboletas que não acabam mais. 
Não é uma história de amor macabra, é só mais uma história de amor clichê como todas as outras.  

sábado, 3 de novembro de 2012

Duas ruas.


Eu sempre acho que você vai dar meia volta e voltar pra mim... Mas você nunca faz isso. Era tudo o que eu queria.
Quando eu penso em você penso em não pensar em você. 


quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Por se tratar de mim.


Ela está tão mal que se caso acontecesse algo que mudasse sua vida emocional, ela não se importaria. Acho, mas posso estar errada também. São apenas coisas que acontecem o tempo todo, coisa de momento, coisas de no máximo duas horas. Um dia. Ou uma semana. Talvez. Eu ainda não aprendi tudo. Tem algumas coisas que deixei pra aprender agora. Mas o que não muda é o fato de eu estar totalmente errada, até comigo mesma.
Ela está tão péssima todos esses dias e acha que a pressão de algumas coisas diminuiu. Por isso ela acha estranho. Era pra estarmos bem, porém não estamos.
Ela está cada vez pior a cada dia que passa. Ela se perdeu por completo. Não sabe o que pensar, e às vezes se esquece de coisas importantes. Ela se esquece. Parece que há saída, mas é doloroso demais para ela. Tem tanto “ela” que me esqueci nesse trecho.
Trechos. A vida tem vários trechos. Parágrafos e frases erradas. Frases erradas. Eu quis escrever isso. Você quer ouvir, mas algo te impede. Você tenta falar e algo ensurdecedor te faz esquecer. Você na verdade não tem coragem para falar tudo o que pensa. E mesmo assim, mesmo que o correto seja falar o que está se passando dentro de você, você deve ficar calada, ficar forte, se mostrar forte. Eu penso assim. Eu ajo assim. Não ligo, mas ligo. Não falo, mas penso em falar e mesmo assim não falo, não, não mesmo! 
Quero que me ame incondicionalmente, mas se algo estiver mudado dentro de sua cabeça, vou criar problemas, vou mesmo! É sempre assim, e será até quando eu não puder mais prever acontecimentos sobre a gente.
Insignificante. É o que às vezes vou sentir. Mesmo que fale mil coisas pra me deixar bem, novecentas irei achar que foram inventadas. Terá que me provar. Eu sou chata. Eu sou totalmente errada. Mas acima de tudo, eu sou assim.
Ela não se importa mais. Mentira. Ela ainda se importa com tudo. E sente saudade do início. E tenta acabar com isso tudo. Mas sente que vai se arrepender, por que ela gosta disso. Disso, você.
Odeia romantismo, mas se não forem românticos ela chora. Deprimente. Insignificante para alguns. Mas que não seja pra você. E quer saber, ela não se importa. Há pessoas que gostam dela verdadeiramente. Olha, eu não estou dizendo que você não goste, mas há uma possibilidade tamanha para que você tenha a esquecido.
Eu mudei não foi. É ela mudou. Mas por sua causa. Por gostar tanto de alguém, que se esqueceu de quem um dia foi. Ela não te ama. Ela ama outra parte que reside em você. Você também não há ama. Você só não quer deixá-la ir, não é verdade? Mas você mesmo disse, que às vezes quando está tudo indo mal aparecem pessoas que nos fazem querer acabar com o que temos. Será que aconteceu algo, ou apareceu alguém pra você?

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Tempos.




Ela não esperava grandes particularidades dele. Ele sim, sem demonstrar pelo menos um pouco do que estava sentindo ali. Sentir. Coisas que passaram e coisas que há de vir e ficar.

Ela demonstrava a amizade sincera, e o ciúme de irmã, solidariedade e tudo o que era bom. Ela era real. Sempre foi real. Ele queria algo mais e sabia que ela não sabia disso. Ela queria o mundo inteiro e ele poderia ajudá-la nessa aventura. Ele a queria. Ela não o queria. E na verdade os dois se amavam de uma vez só. De uma noite só, o noite inteira. De uma manhã só, e uma tarde inteira.

Ela acreditava na existência de uma força maior e passou a desacreditar um tudo. Ele ainda acredita nessa força.
Mas um tempo atrás ela ainda não o queria. Sentir ódio e amar ao mesmo tempo é raro e acontece de vez em quando com ela. Raridade. Ela é uma raridade. Feita um galocha, chata. Insuportavelmente atraente e linda. Consideravelmente sexy, mas ela não sabe. Não quer saber. 

Ele sempre gesticulava para trás pensando que ela não sabia que ele fazia cenas de “não estou nem aí para você”. Ele dizia “eu te amo” sério. Ela dizia “porque diabo é assim?”.  Na verdade ela tinha algo em mente: Tenho que começar a fugir disso. Sabe como é querer e não poder? Não, na real é poder e não querer. Entende? É bem complicado mesmo.

Seu cabelo continuou úmido da tarde chuvosa, a noite inteira. Seu olhos e sua mente continuamente não paravam de pensar nos olhos dele. Foi quando ela viu que os seus olhos eram claros, mais claros a luz. Ao sol. 

Os dias passaram tão rápidos, como vento. Como aquele vento na noite mais perfeita que tiveram. “Estou com frio...” “Eu também!”. Eu também o caramba! Abraça-me. Ele a abraçou e não viveram felizes para sempre. Nada é tão feliz e nada é tão para sempre como em todas as tramas e tal. Nada é tão bonitinho e nada é tão realmente perfeito. Eu estou falando deles. Os dois. Mas ele sim, sempre foi perfeito. E ela ainda vai continuar insuportavelmente linda, chata e grotesca. Ela ainda vai continuar te seduzindo e te fazendo rir, por que ela consegue ser sexy tomando lactobacilos vivos, jogando vídeo game, e reclamando de como a vida é incessantemente reconstrutiva, o que deveria ser algo bom. Mas ela é do contra. Ela é ela. Simples. 

Coisas avulsas.




Olha, hoje estou a fim de ficar por aqui tudo bem pra você? Contemplar a paisagem lá fora da janela e saber que algo bom há vir, filosofar com essas minhas mangas curtas nesse frio ensolarado.
Ou eu quero mesmo viver dentro de uma sala de cinema, você sabe como eu sou. Eu adoro aqueles filmes antigos ruins e adoro esses novos filmes de ficção que anda fazendo muito sucesso ultimamente. E eu falei “Não falem mal do Steven, ele é meu favorito. Não critiquem filmes que você nem se quer prestou atenção por que ficou beijando o cara mais estúpido que conheceu na festa de formatura da sua irmã mais velha e ele acabou te chamando pro cinema. Isso sim é um pecado!”

Se acalme. Mas ainda quero um lugar ainda mais tranquilo que essa cidade parada, inquietamente quieta. Não sei se entende realmente desse modo como eu falo. Então vamos falar da gente, especialmente de mim mesma.

E foi quase um surto psicótico, quase uma morte interna, mas eu já o amava. “Não tenha tanto medo” você me dizia. E eu desabrochava a rir. Sempre ria escondendo o pior sentimento. Raiva. De mim mesmo claro, a raiva. Mas não desperdiçava o tempo, eu queria muito mais do que uma simples bebida que nos deixava alegres e me fazia gritar coisas do tipo “Te amo” no meio da rua. Que coisa. Que absurdo esse tempo, concorda? Mas sinto falta. Aquela falta que quase rasga o peito e tento inventar aquela tal máquina do tempo.

Sabe... Há coisas tão grandes quanto você. Não sei se sabe, na verdade. Mas elas me fazem querer gostar mais de você, é quase uma possível parte que faltava em mim. É que na verdade num é uma coisa tão grande quanto você, você já é grande de mais, mas é que é algo bem maior, entende?
Saber explicar é quase impossível e isso todo mundo já sabe (ou não, quem sabe?). E talvez seja hora de gritar mesmo, pra valer, por que a gente precisa disso. Eu não me importo mais com aquela yoga ou com essas pessoas hipócritas falando de como foi bom o filme de ontem, mas me importo com que realmente tem dentro de mim. Não todos esses órgãos, mas aquelas outras coisas que não tem como explicar. 

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Pertencer



Tem pessoas que simplesmente pertencem uns aos outros. 
Já éramos bem mais do que apenas bons amigos. Pertencíamos- nos há algum tempo, só não sabíamos ainda. Você já era meu, e eu já era tua a alguns meses e nos calamos durante esse espaço de tempo. Eu queria poder saber o que sentia, mas era qualquer coisa além de te amar, eu sabia. Eu já era sua. Você sabia. 
Eu soube que era meu quando sorria torto e eu te xingava, você ria de mim por eu fazer isso. Era tudo tão engraçado com você. Era tudo tão simples. Eu queria tudo, mas estar com você me tirava grandes coisas da cabeça, eu nunca consegui repensar algum plano que eu tinha feito, não perto de você. Como se alguém fosse raro... você realmente é muito raro. 
Queria poder te beijado com mais força, ter te machucado naquele dia, eu queria poder ter te segurado no pescoço e falado " Você é só meu amigo" Como em filmes sabe? Continuadamente ter te beijado mais e mais depois de ter me arrependido por fechar meu coração, e continuar dizendo que você não passava disso. Nunca ia passar. Queria pode ter te falado coisas inúteis pra te fazer afastar de mim, queria ver se realmente se afastaria, se me amou quando me viu pela primeira vez. 
Eu soube que era meu quando me deu aquele abraço forte, me fez parar de respirar com seus braços no meu rosto, e eu gostei. Eu pude notar que gostou também, você deu aquela risada engraçada outra vez, e eu cai em cima de você. Você já era meu. Não mais um bom amigo, mas tinha alguma coisa mais forte do que isso, algo que nos prendíamos cada vez mais um ao outro. 
Você se lembra? Me lembro do abraço deitados na cama, rindo e falando sobre nós mesmos, sobre como passaríamos de uma fase conturbada, de uma fase ruim, de como nos deitaríamos na nossa cama em nossa própria casa, de como eu faria seu café da manhã e de como eu tinha um vontade enorme de preparar o jantar pra você, mas pouco sabia cozinhar. 
O filme sempre é bom, e o chocolate com pipoca é sempre quente. Teu abraço é sempre forte, e teu beijo é sempre diferente.         

terça-feira, 26 de junho de 2012

Tempestade




Boa chuva ontem. Bom começo de tempestade, não lá fora, eu falo aqui dentro de mim. Nada que eu não pudesse controlar, é claro, eu quase sempre não controlo, deixo ficar, passar, uma hora há de passar. Mas é que eu quase desisti de mim. Frase que pouco ouço, mas que muito vivencio. Desistir. Como seria desistir de si mesmo? 
Seria como: Largar o melhor dos melhores livros de romance que agora pouco estava lendo tomando um xícara de chocolate quente, a coisa que você mais gosta de beber no frio, se deitar, porque agora pouco você estava sentada tentando entender a história de amor desse casal meloso e patético. Nesse exato momento você liga a TV e está passando aquele filme daquela garota que se esquece todos os dias que conheceu um cara incrivelmente perfeito. E você chora, porque é injusto. Foi tudo tão injusto. Ela poderia muito bem se lembrar só dele, mas aí o filme acaba com você cheia de lágrimas no rosto e nem se quer sabe o que significa aquela tempestade lá fora. Você ao menos sabe por que aquela tempestade invadiu seu peito e agora dói como se um faca atravessasse todo o seu corpo. 
Você não tem mais nada o que fazer e continuadamente chora. Fraca. Mas de repente há um arco íris, você acaba não o vendo, mas sabe que a chuva agora está ficando cada vez mais fina, rala, e acaba. O arco-íris, lindo, e você se sente tão fraca que nem se quer consegue olhar para cima. E é aí que você percebe. Você desisti. 
Como se não houvesse amanhã, ou pelo menos, como se amanhã fosse o último dia de sua vida, talvez o último de de todas as vidas, e você é a única pessoa que quer descansar nesse dia. Como se a dor de um passado vulnerável à lembranças tomasse toda a sua energia. Você se sente mal. Isso é fato? Que seja. 
Se levanta, abaixa a cabeça e olha para a janela. Daqui eu consigo ver o arco-íris, é realmente lindo. A tempestade passou, e dentro de você a uma mágoa que não quer passar. Aquele livro que estava no chão, aquela história do casal patético te faz transcender memórias boas. Você se arrepende de tê-lo jogado no chão, pois é a única coisa que realmente vai te fazer chorar mais um pouco e logo em seguida abrir um sorriso, como quase todas as histórias de amor, eles ficam juntos no final. Claro.